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sábado, 16 de junho de 2012
=FUNGOS=
Reprodução
Os fungos se reproduzem em ciclos assexuais, sexuais e parassexuais. A reprodução assexuada ocorre através de brotamento, fragmentação e produção de conídios. A reprodução sexuada culmina na produção de basidiósporos, no caso de basidiomicetos.A reprodução parassexuada consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Apesar de ser raro, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos (PELCZAR et al.., 1996).
Nutrição
De acordo com a nutrição, os fungos são classificados em duas categorias: saprófitas (ou sapróbios) e parasitas. Os saprófitas se alimentam de matéria orgânica animal ou vegetal morta e os parasitas vivem dentro de ou sobre organismos vivos (animais ou vegetais), deles retirando seus alimentos, absorvem nutrientes em vez de ingeri-los, secretando enzimas digestivas no substrato onde se desenvolvem. Essas enzimas catalisam a quebra de moléculas grandes em moléculas suficientemente menores para serem absorvidas pela célula fúngica. Por essa razão, os fungos crescem dentro ou sobre os alimentos (RAVEM, 2001).
Desenvolve-se geralmente em meios contendo um pH baixo, uma fonte de carbono uma fonte de nitrogênio orgânico ou inorgânico e alguns minerais. Alguns necessitam de vitaminas. (PELCZAR et al., 1996).
Utilização
Os fungos são muito utiliuzados industrialmente como o Penicillium (Figura 01) utilizado na fabricação da penicilina e o Aspergillius niger na fabricação da progesterona e ácido cítrico, na obtenção de exopolissacarídeos com potencial terapêutico (ROSADO et al., 2003; WISBECK et al., 2002; FAN et al., 2001; MAZIERO et al., 1998; BURNS et al., 1994), como integradores e aromatizadores de alimentos como sopas e cremes (SOLOMONS, 1975), na maturação de queijos do tipo roque fort e camembert (Figura 02), e na fabricação do saque vinho de arroz pelo fungo Aspergillus orysae.
Figura 01:Penicillium notatum
Figura 02: Queijo maturado por fungos.
E quando cultivados em meio sólido formam corpos frutíferos de grande valor gastronômico (BONATTI, 2001) como o champignom (Agaricos) (Figura 03) e o fungi (Pleurotus) (Figura 04).
Figura 03: Champignom (Agaricus).
Figura 04: Fungi (Pleurotus ostreatus).
Os fungos támbem são causadores de muitas doenças como,micoses na pele ou nas unhas, rinites, bronquites, asma e nas plantações de café, milho e feijão causam a ferrugem que é uma praga que pode destruir plantações.
LEVEDURAS
As leveduras são fungos unicelulares, isto é, formados por uma única célula e, geralmente, não formam filamentos com micélio. São maiores que a maioria das bactérias, podem ter forma oval (Figura 05), podendo ser alongadas e esféricas. As leveduras gostam de açúcar preferindo como habitat, frutas, flores e as cascas das árvores.
Figura 05: Levedura
As leveduras se reproduzem assexuadamente multiplicado-se por brotamento, processo pelo qual na superfície da célula adulta (célula mãe) desenvolve-se uma pequena saliência (célula-filha) que se transformará numa nova célula
As leveduras são capazes de crescimento anaeróbio facultativo. Podem utilizar oxigênio ou um componente orgânico como aceptor final de elétrons, sendo um atributo valioso porque permitem que esses fungos sobrevivam em vários ambientes. Se é dado acesso a oxogênio, as leveduras respiram aerobicamente para metabolizar hidratos de carbono formando dióxido de carbono e água; na ausência de oxigênio elas fermentam os hidratos de carbono e produzem etanol e dióxido de carbono
Utilização
Saccharomyces cerevisiae, S. ellipsoideus e S. calbergensis, são agentes normais da fermentação alcoólica utilizada na fabricação de vinhos, cervejas e fermentos.
Zygosaccharomyces, tem capacidade de se desenvolverem em líquidos com alta concentração de açúcar. E por isso, responsáveis pela deterioração de mel, melaço e xaropes.
Schizosaccharomyces, muito comum na superfícies de frutos, no solo, no bagaço e em substratos.
Picchia, Hansenula e Debaryomyces responsáveis pela formação de filme na superfície de líquidos de origem vegetal, ácidos.
Endomyces vernalis , utilizável na síntese de produtos graxos.
Endomyces fiberliger, levedura capaz de produzir amilase.
CARACTERÍSTICAS DOS FUNGOS
Os fungos, também conhecidos como bolores, são organismos eucariontes (com células nucleadas), existindo espécies unicelulares e pluricelulares, respectivamente: as leveduras e os cogumelos, cujas células são impregnadas externamente por quitina, um polissacarídeo nitrogenado.
Esses seres são heterotróficos (não sintetizam o próprio alimento), incorporando os nutrientes necessários ao seu metabolismo através da absorção de substâncias após digestão extracorpórea (sapróbios), realizada por enzimas sintetizadas e secretadas sobre a matéria orgânica contida no ambiente.
Os fungos pluricelulares apresentam estrutura formada por uma malha filamentosa chamada de hifas, agrupadas formando um pseudo tecido denominado micélio, caracterizado conforme sua distinção citoplasmática em:
Hifas septadas – cujas células são individualizadas, cada uma contendo o seu núcleo;
Hifas cenocíticas – com aparência anastomosada (concisa), formada por um citoplasma estendido e polinucleado.
O micélio assume tanto a função vegetativa, quanto reprodutiva. A primeira conferindo sustentação, crescimento e obtenção de alimentos, e a segunda, responsável pela produção de esporos (reprodução sexuada), porém podendo ocorrer de forma assexuada, seja por brotamento ou fragmentação.
A respiração dos fungos pode ser aeróbia (na presença de oxigênio) ou anaeróbia facultativa, sobrevivendo em ambientes com baixa oxigenação.
Sistematicamente os fungos são classificados em: Zigomicetos, Basidiomicetos, Ascomicetos e Deuteromicetos
Esses seres são heterotróficos (não sintetizam o próprio alimento), incorporando os nutrientes necessários ao seu metabolismo através da absorção de substâncias após digestão extracorpórea (sapróbios), realizada por enzimas sintetizadas e secretadas sobre a matéria orgânica contida no ambiente.
Os fungos pluricelulares apresentam estrutura formada por uma malha filamentosa chamada de hifas, agrupadas formando um pseudo tecido denominado micélio, caracterizado conforme sua distinção citoplasmática em:
Hifas septadas – cujas células são individualizadas, cada uma contendo o seu núcleo;
Hifas cenocíticas – com aparência anastomosada (concisa), formada por um citoplasma estendido e polinucleado.
O micélio assume tanto a função vegetativa, quanto reprodutiva. A primeira conferindo sustentação, crescimento e obtenção de alimentos, e a segunda, responsável pela produção de esporos (reprodução sexuada), porém podendo ocorrer de forma assexuada, seja por brotamento ou fragmentação.
A respiração dos fungos pode ser aeróbia (na presença de oxigênio) ou anaeróbia facultativa, sobrevivendo em ambientes com baixa oxigenação.
Sistematicamente os fungos são classificados em: Zigomicetos, Basidiomicetos, Ascomicetos e Deuteromicetos
PROTOCTISTAS
A categoria taxonômica formal Protoctista foi proposta pela primeira vez por John Hogg em 1860 baseado no argumento que esse reino deveria incluir forma primitivas de ambos Metáfita e Metazoa.
Assim Protoctista (do grego: πρῶτον = proton: primeiro + κτιςτοσ: ktistos = ser criado, logo o significando: “primeiro ser estabelecido, criado”.
Este reino inclui: protozoários, algas unicelulares e algas pluricelulares.
Contudo mesmo sendo amplamente aceito o nome protoctista para o reino existe grande controvérsia e dados que corroboram a hipótese de que nem o reino Monera nem o reino Protoctista sejam de origem monofilética. Várias razões apontam para a possibilidade de que dentro desses dois grandes grupos (Monera e Protoctista) exista pelo menos dois a tres outras divisões que refletem uma ancestralidade diversa para esses taxa.
A seguir estudaremos nas proximas aulas suas características e veremos porque dentro do reino protoctista pode estar oculto mais de dois outros reinos.
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